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8 de set de 2011

Creepypasta de Harvest Moon

Olha só, gente, esta é a minha segunda postagem deste dia porque fiquei o feriadão da independência todo sem colocar postagens nos meus outros blogs.
Mas cheguei aqui com outra postagem da sessão terror, com o famoso jogo de Super Nintendo, Harvest Moon, onde você cuida de uma fazenda, dando comida as animais, cuida de plantas e coisas afins.
Creepypasta: Histórias que rodam na internet, geralmente de terror.
Gente, falando sério, PARA TODAS AS POSTAGENS DO MARCADOR "SESSÃO TERROR", EU DEIXO OS MEUS CRÉDITOS PARA O MEDO B, OUTRO BLOG QUE EU ESTOU INDICANDO AQUI NO BLOG, deixo isso garantido.
Nota: vou contar a história em primeira pessoa.



Esse jogo sempre foi um dos meus favoritos, porém quando eu me mudei da casa dos meus pais para um dormitório estudantil, minha mãe vendeu meu jogo em uma venda de garagem, sem me consultar antes. Depois que me formei e comprei uma casa própria, decidi tirar a poeira do meu Super Nintendo e procurei por uma cópia do jogo. Fui a um "Farmer's Mart" (N/T: uma espécie de feira montada por fazendeiros, que vende tudo, especialmente alimentos, porém vende-se também itens usados) que eu já tinha visitado antes, algumas vezes. Fui até a loja de vídeos deles, onde fitas de jogos antigos e VHS eram vendidos. Buscando na sessão de jogos, encontrei uma cópia de Harvest Moon para Super Nintendo. O jogo estava em perfeitas condições, eu mal podia acreditar. Geralmente o jogo custava entre 60 e 70 dólares, mas na loja custou 15. Comprei e voltei pra casa.

Quando cheguei em casa, botei o jogo no meu Super Nintendo e liguei. De primeira não funcionou, apareceu apenas uma tela preta. Isso é normal em consoles velhos, principalmente os que funcionam em cartuchos. Tirei o cartucho, assoprei e coloquei de volta. Liguei o console e fui recebido pelo familiar logo "Natsume". Havia dois save files, um vazio e outro nomeado JACK. Comecei um jogo novo, ignorando "Jack". Joguei por algumas horas, plantando nos campos, cuidando dos animais, falando com os moradores, e vendendo e comprando, coisas normais no jogo. Depois disso, fui dormir para trabalhar no outro dia. Não joguei por alguns dias, até ter um dia livre.

Quando o sábado chegou, liguei o meu Super Nintendo para jogar e logo fui para a tela de save file, lá estava o meu arquivo e o arquivo "Jack". Curioso, carreguei "Jack" para ver que tipo de jogo o dono anterior estava jogando. Logo depois que apertei "carregar", a lâmpada da minha luminária queimou. Não liguei para isso e continuei a jogar. O arquivo carregou, e quando mostrou a casa do fazendeiro, onde você sempre começa, algo estava diferente. Como vocês já devem saber, você pode se casar e ter um filho em Harvest Moon. A esposa do personagem, Ann, estava parada na frente de um berço vazio, uma das "necessidades" de se ter um filho no jogo. Ela não estava parada do mesmo jeito de quando você começa o dia, pensei que fosse algum tipo de erro. Andei até ela e apertei o botão de "falar", mas a resposta que recebi foi "...".

Agora eu tinha certeza de que era um erro, porém tudo mudou assim que eu saí de casa. Do lado de fora, o cachorro, que sempre estava por lá também, havia sumido. A fazenda estava cheia de lixo, as plantações estavam todas mortas, mesmo sendo primavera. A casa e todos os prédios da fazenda pareciam ruínas, quebrados, e o local onde ficava a fonte de água estava cheia de algo marrom, parecido com lama. Não tenho certeza, já que o jogo tinha gráficos primitivos. Saindo da fazenda para explorar mais, fui até a encruzilhada onde o vendedor geralmente fica com o seu caminhão. Porém assim que eu cruzei a estrada, vi o caminhão abandonado no meio dela, parecia que não era usado fazia uns anos. Agora eu pensava se era algum tipo de hack, ou erro que eu nunca tinha visto antes.

Não estava surpreso quando cheguei na cidade principal do jogo. Encontrei todos os prédios do mesmo modo que as casas da fazenda: em ruínas e abandonados. Não havia morador algum na cidade, mas de repente uma caixa de texto apareceu na parte de baixo da tela com as palavra "VÁ A IGREJA". Sabia exatamente aonde a igreja ficava e fui até lá. Enquanto caminhava, encontrei o padre (ministro, shaman, seja lá quem ele for!) parado do lado de fora. Cheguei perto dele e apertei "A". Então ele disse: "Jack, por que você demorou tanto? Venha, venha, precisamos começar". Então o jogo seguiu em uma coisa tipo filme, o fazendeiro seguindo o padre (ministro, shaman...!) para dentro da igreja. Lá dentro, tudo estava repugnante. A cruz estava virada de cabeça pra baixo, um tanto quanto clichê, creio eu. As paredes estavam pintadas em um tom escuro, meio que preto-acinzentado, e haviam velas pretas montadas em forma de pentagrama em volta do bonequinho-bebê, que pertence ao berço da fazenda. Os bancos estavam ocupados pelos moradores, que pareciam cansados e com cabelos cinzas, mas novamente os gráficos me deixaram sem certeza. 

"Coactum atrum", o padre disse, pairando sobre o bebê, continuando, "Voco tu ego". Então o jogo começou a dar terríveis problemas. Os auto falantes, que não tinham produzido um barulhinho sequer, apenas os efeitos sonoros, lançaram um som distorcido e a tela ficou preta, mas não por muito tempo. O que eu vi, depois disso, parecem cenas retiradas de algum mangá. Elas eram pixelizadas, bem mal, claro, mas eu podia ver o que estava acontecendo. A primeira imagem retratava o padre segurando uma faca sobre o peito do bebê, os painés seguintes mostravam-o fazendo o sinal da cruz invertido, então, como um slideshow, as imagens mudavam, para dar continuidade ao show. Agora eu sabia que era algum tipo de hack.

Nas próximas figuras, tentáculos rasgaram o peito do bebê, e se espalharam por toda a igreja e a cidade nas seguintes imagens. Eu estava impressionado que alguém tivera tempo e esforço para colocar todo esse negócio dentro desse cartucho. Mas o que aconteceu depois me fez mudar de ideia, e me fez tremer. Um retrato pixelizado da minha namorada apareceu, e o slideshow moveu-se bem rápido, como um livro sendo folheado. Mostrava sua barriga crescendo em rapidez. O seu olhar me encarava, sem expressão. Quase pulei pra fora das calças quando ouvi meu celular tocar o mais alto que podia (pelo menos parecia alto naquele momento). Levantei e fui até a cozinha atendê-lo. Era minha namorada, dizendo que estava grávida! Olhei pra TV, mas a tela estava apenas fora do ar.

Nove meses depois, ela deu a luz a um bebê natimorto.


Espero que tenham curtido, Vlw!

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